#45 – Da série…

.. quero ser igual ao fulano/ fazer o mesmo que a ciclana/ ter o mesmo que o sydvaldo…

Quem nunca pensou assim? xD

Sempre buscamos os exemplos para fazer algo, não? Seja manual de instrução, tutorial no youtube, receita no caderninho antigo da avó, nos testemunhos de quem já fez ou na biografia de alguém… Seja qual for o caminho, existe esse primeiro estalar de inspiração causado por algo-algumacoisa-alguém.

O meu sempre foram histórias. Não importa quem tenha executado a dita da história, o que me marca é o conteúdo e o desenvolvimento causado. E como um desses momentos de epifania-criativa aconteceram há pouco tempo, resolvi falar algo sobre isso aqui xD

Essa coisa de ser escritora começou com as fanfics. Resumindo em um txt pequeno:

Gostei muito de Harry Potter, não havia nada igual antes e era justamente um tipo de leitura que eu procurava muito; como na época não tinha tanto livros do estilo como se tem hoje, resolvi procurar na internet e me deparei com as fanfics e a fantástica ideia de eu posso pegar essa história que gosto tanto e escrever também!; Era uma brincadeira, um passa-tempo, eu ainda nem me tocando que gostava de-vocação disso de criar histórias. Com o tempo escrevendo fanfics, aprendi muito sobre construir uma história e personagens, aquele tipo de aprendizado-videogame – ninguém te ensina, você vai aprendendo por conta até ficar muito fácil e automático. Mas, nas fanfic sempre tinha um start: eu via/assistia/ouvia/presenciava uma cena e pensava que aquilo encaixaria no que eu estava escrevendo ou me incentivava a começar algo. Contudo, no ‘ser profissional’, aquele universo fora das fanfics, eu pensava que não podia ser assim: tem que se criar algo novo. Aí, na faculdade, teve uma professora que jogou uma bomba na minha frente em formato de palavras de um estudioso da escrita (que eu nunca vou lembrar o nome, sorry): a folha em branco é uma ilusão. Escrever do nada não existe, nós nos apoiamos em TODAS as nossas vivências de mundo. Então, o que me impedia de continuar naquele pique das fanfics onde eu me dava tão bem? Assim, quando pensei em escrever um livro mesmo, minha primeira decisão foi pegar uma fanfics de sucesso, a Entre Doces e Dragões, que era um crossover de Harry Potter com Hana Yori Dango em um Universo Alternativo, e transformar em um romance (romance romântico = falha total | romance fantasia = Almakia). Depois de superar essa barreira e perceber que realmente é isso, não tem nada de errado, não é uma cópia, é uma desconstrução para reconstruir da minha maneira e a partir daí gerar um produto novo, as ideias não pararam de vir.

Princess Vs Witch juntou uma vontade de escrever uma fantasia mágica divertida em um mundo de possibilidades tipo One Piece. Uma frase que eu vi em um dorama deu a largada para as ideias da trama, e então surgiu o primeiro livro da série Versus. Da mesma forma, os livros 2 e 3 (em processo de escrita), tiveram frases de doramas/animes que fizeram todas as ideias desandarem.

mapa_pvsw_-_preto-e-branco

Minta Comigo também teve a base de acontecimentos baseado em um dorama. Mas, mais do que isso, eu tinha vontade de fazer um romance que fosse estilo dorama mesmo, com cenário aqui do Brasil. Afinal. Existem trocentos mil fãs de doramas e todos os que eu encontro e converso me dizem que gostam dessas histórias pelo padrão divertido de romance, que não se encontra em filmes/seriados/novelas ocidentais. Então, Paula aceitou o desafio e assim surgiu essa história. Sim, dorameirxs e pessoas-comuns estão aprovando xD

Então, na mesma linha veio outra conjunção de ideias para um livro novo, e era nessa epifania-criativo que eu queria chegar. Desde antes das fanfics, quando eu pensava em escrever algo que ficaria guardado em uma gaveta e nunca andaria pelo mundo, sempre eram histórias sobre amizade. Cresci com primos, todos se dando super bem, tínhamos sintonia e raramente brigávamos feio (só éramos crias de italianos teimosos e birrentos, tudo dentro da normalidade). Eu queria colocar essa essência em histórias. Junto com isso, era inevitável ter a nostalgia agregada. Essa ideia ficou guardada por anos e recentemente, depois de eu ter assistido um dorama que envolve todos esses elementos aí, porque não finalmente dar uma chance para desenvolver uma história assim? xD

E, como não tem como ser diferente, será um desafio de escrita (sim, pq temos sempre que evoluir, esse é o sentido da vida xD): vai ter um grupo de personagens principais, e vou ter que lidar com várias famílias e tramas ao mesmo tempo. Os esboços das relações e acontecimentos já estão surgindo no projeto inicial de escrita. Vamos ver se vou conseguir lidar com todos esses elementos sem perder o equilíbrio e deixar tudo cair por chão.

Para quem ficou curioso sobre qual dorama que estou falando, é o Awser me 1988/Reply 1988. Já falei sobre o Reply 1997 aqui e super recomendo todos os da série (apesar de esse ter me feito mais chorar por cenas bonitas-família-nostalgia de ‘aquele tempo em que podíamos brincar todos os dias juntos e nossos pais eram grandes como montanhas’ do que torcer pelos romances):

Falei muito, então chega por hoje xD Só fica a dica: acredite naquelas ideias loucas que vem do além quando vc vê/assiste/ouve algo. Se esse momento aconteceu, tem um motivo, mesmo que vc não consiga enxergar claramente no momento xD

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